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sexta-feira, 5 de março de 2010

CATEGORIA ECETISTA REPROVA PRESTAÇÃO DE CONTAS DA ATUAL GESTÃO DO SINTECT/MT


Por maioria dos votos prestação de contas referente ao ano de 2009 é reprovada em assembléia.

Em assembléia realizada ontem, 04/03/2010, na sede do Sindicato dos Bancários, Cuiabá-MT, os trabalhadores dos Correios filiados ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Serviços Postais – SINTECT/MT – reprovaram, por maioria de votos, a prestação de contas, referente ao ano de 2009, da atual gestão do sindicato.
Além da prestação de contas do período acima mencionado, a pauta da assembléia também tratava da previsão orçamentária para o ano de 2010. Participaram da assembléia a atual diretoria do Sintect/MT, o Conselho Fiscal, com todos os seus membros efetivos e a contadora do Sintect/MT, além, é claro, dos trabalhadores presentes.
Ao se iniciar a assembléia, a prestação foi lida pela contadora e surgiram vários questionamentos da categoria: O primeiro fato que chamou atenção foi o descumprimento do estatuto da entidade que em seu CAP. VI – COMPETÊNCIA, GESTÃO FINANCEIRA E SUA FISCALIZAÇÃO - ARTIGO 22º, ALÍNEA B, sobre COMPETÊNCIAS DA DIRETORIA, diz: “organizar e submeter à aprovação da Assembléia Geral, um relatório correspondente ao ano anterior, acompanhado do balanço das respectivas, por aclamação nos termos da legislação vigente;”

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Vale ressaltar a reação da direção do Sintect/MT, que a partir deste esclarecimento solicitado pela categoria, passou a se exaltar e queria implantar a idéia de que somente o conselho fiscal teria o direito de questionar qualquer coisa.
A determinação não foi respeitada, a medida em que o único documento apresentado foi uma tabela contendo os valores de entrada e saída de numerário. Nesta tabela havia itens repetidos que não demonstraram transparência à categoria, como por exemplo, os itens: “Doações” com um total de R$ 8.755,23 e em seguida o item “Ajuda de Custo” no valor de R$ 2.933,50. A plenária expressou que não é contra, caso seja necessário, que o Sintect/MT faça doações, porém, o destino destas tem que ser transparente, além disso, o valor utilizado para este fim ultrapassou a previsão orçamentária para o período.
Porém, o fato ainda mais questionado ainda estava por vir: a direção do Sintect/MT simplesmente comunicou à categoria que adquiriu uma sede, localizada no bairro Poção, com custos de R$ 111.000,00 e ainda prevê gastar R$ 20.000,00 em reformas no prédio. Ora, vejamos qual o noção de responsabilidade com o dinheiro público (dinheiro nosso, do suor do trabalhador) tem a atual gestão... Todos sabemos que a sede própria é um anseio da categoria, uma demanda histórica. Justamente por tal importância os trabalhadores deveriam ter sido consultados antes da compra ou venda de bens da categoria. Porém, a atual direção não convocou nenhuma assembléia para se discutir valores, formas de pagamento, localização, estrutura (mostrando fotografias, filmes etc...). É importante ressaltar que é de praxe de todos os sindicatos sérios realizarem esta consulta à categoria.
Da forma como foi fechado o negócio fica a impressão de que a direção do Sintect/MT não deve satisfações do dinheiro à ela repassado.
Após a reprovação das contas, pelos motivos explanados, surgiu da plenária a proposta de que se forma-se daquela assembléia um grupo formado pela direção do Sintect/MT, pelo Conselho fiscal e pro alguns trabalhadores de base, para que as notas fossem analisadas e as dúvidas esclarecidas para uma próxima assembléia, porém, mais uma vez a proposta da base foi recusada com veemência de destempero pela diretoria.
No ponto seguinte, a previsão de orçamento 2010 foi acatada com ressalvas pela plenária.
Ao final da assembléia, a categoria exigiu da diretoria a redação da ata, fato que, mais uma vez, foi negado com veemência pela direção do Sintect/MT, porém, foram lidos os pontos centrais discutidos na assembléia e a direção informou que a ata será lida em momento posterior.
Vamos ficar de olho para que a ata seja fiel ao que foi decidido pela categoria em plenária. Mais do que isso, é importante a fiscalização da categoria para que tenhamos um sindicato transparente e responsável com o dinheiro do suor do trabalhador.
Abaixo segue a planilha se prestação de contas 2009 apresentada pelo Sintect/MT:





terça-feira, 13 de outubro de 2009

Luta de Classes nos Correios: A campanha salarial defendida pelos trabalhadores e o conluio das direções sindicais com os patrões

A seguir, a sequencia de fatos mostrará aos tabalhadores dos Correios como se deu a Campanha Salarial 2009 marcada pela traição da direção do Sintect/MT e de parte da FENTECT, porém, com grande luta e resistência dos trabalhadores organizados:

SINTECT-MT TRAI OS TRABALHADORES E ASSINA ACORDO REBAIXADO.

Após tentarem por três vezes sem sucesso empurrar a proposta bi anual da empresa goela abaixo do trabalhador durante a greve a direção do SINTECT/MT deixa a máscara cair.


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A campanha salarial 2009 ficará marcada na história do movimento sindical dos Correios. Infelizmente, não como um marco de luta e conquistas, como foi a greve de 21 dias pelos 30% de adicional aos carteiros em 2008. Marcará sim, como a campanha onde a classe trabalhadora viu a direção sindical eleita para defender esta mesma classe, defender explicitamente os interesses da empresa e dos patrões.

Depois de rejeitar a primeira proposta da ECT a base aderiu ao movimento paredista em todo o país. Durante a greve surge a proposta de acordo bi anual apresentada pela empresa e, posteriormente a proposta apresentada pelo Ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A diferença entre as duas basicamente era que a proposta da ECT engessa toda e qualquer possibilidade de campanha salarial da categoria em 2010. Já a proposta do TST não nos permitiria exigir aumento real em 2010, porém, poderíamos fazer uma campanha salarial em prol da reposição de perdas passadas e/ou ainda, na pior das hipóteses, pedir abono salarial. Além disso, ficou comprovado matematicamente que para os trabalhadores de base a proposta do TST oferece um ganho economicamente superior ao final de um ano. Não que ela fosse a ideal, mas entre as duas propostas, ela é a que nos permite lutar por melhorias no próximo ano. Ano este, eleitoral, onde sabemos que por excelência é um momento de reivindicação da classe trabalhadora.

Usando de métodos inescrupulosos, a direção do SINTECT/MT tentou por três vezes sufocar a voz do trabalhador. orientados pelos mesmos chicoteadores de carnavais passados, ameaçavam os trabalhadores, defendendo a proposta apresentada pela empresa. Distorcendo os fatos na tentativa de enganar a categoria, aplicavam irresponsável terrorismo psicológico a medida em que diziam que a proposta de acordo bianual era a melhor e se a mesma não fosse aceita os dias parados seriam descontados sem sequer haver negociação. Que os trabalhadores teriam muitas conquistas retiradas se o acordo fosse a julgamento em dissídio coletivo, como o adicional de 30% dos carteiros, os Vales Alimentação / Refeição a até o plano de saúde. Fato esse que já havia sido esclarecido inúmeras vezes pelo próprio Ministro do TST: caso o processo fosse a dissídio só seriam julgadas somente questões como a abusividade da greve (o que não se comprovaria, visto que os trâmites legais haviam sido respeitados) e os dias parados. Não seriam julgadas cláusulas econômicas e sociais, como consta no próprio informe 32 da FENTECT.

Superando todo esse terrorismo psicológico, os trabalhadores em greve recusaram pro três vezes em assembléia a proposta bi anual da ECT. Porém, no a apagar das luzes, sem que houvesse algum fato novo, a direção do SINTECT/MT trai os trabalhadores: convoca uma nova “assembléia”, em frente ao GCTCE, às 08:00 da manhã – horário de trabalho – não respeita ao menos o prazo de convocação previsto no Estatuto da entidade. Ainda, o Diretor Regional, através de um e-mail “convoca” todos os Gerentes e supervisores a comparecerem na “assembléia” para aprovarem a proposta. Eles obedecem.

Ignorando os conceitos da independência de classe, a traição pôde ser constatada por todos os trabalhadores presentes, pois ficou nítido que a direção do SINTECT/MT foi coordenada durante toda a “assembléia” pelos Srs Edilson Nery (Gerente de Recursos Humanos e ex-sindicalista) e Juscelino Barcelos (da Direção Regional e ex-sindicalista) num teatro vergonhoso, sem precedentes na história sindical da categoria. Contra fatos não há argumentos. As imagens abaixo valem mais do que mil palavras.


Edilson Nery (Gerente de Recursos Humanos) orientando "dirigentes sindicais" durante "assembléia".



Juscelino Barcelos (dadireção da Em´presa) orientando "dirigentes sindicais" durante "assembléia".


Diante disso, companheiros, entendemos que denunciar é uma obrigação de todos que estavam presentes naquela “assembléia”. Fiscalizar para coibir que novos acordos sejam feitos às, escondidas longe dos olhos dos trabalhadores.

Portanto companheiros, não vamos mais permitir que essa diretoria sindical, para defender seus grupos político-partidários e seu governo, engane os trabalhadores, apunhalando de forma covarde aqueles que os elegeram.


MAS, POR QUE DIRIGENTES ELEITOS PARA DEFENDER A CLASSE TRABALHADORA AGIRIAM EM PROL DA EMPRESA E DOS PATRÕES?

Companheiros, os acontecimentos descritos anteriormente somente podem ser explicados se observado o conceito de “política” a que se submete esta direção. Todas as manobras ocorridas durante a greve tinham um único interesse: proteger o governo defendido por esta direção sindical, nitidamente atrelada com a direção da empresa. A proposta bi anual visa ao não desgaste da sucessão do governo Lula em 2010, ano eleitoral.

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Para entender: dentro da FENTECT atuam diversas forças políticas, dentre elas as correntes: ARTISIND – Articulação Sindical (é a maior corrente dentro do PT, corrente seguidora de LULA) e MSB (Movimento Sindical de Base). A direção do SINTECT/MT se diz ligada ao MSB. É de fato. O problema é quês esta corrente MSB é um braço forte da ARTISIND, portanto atua na defesa intransigente dos interesses do governo, como este famigerado acordo bi anual, em detrimento à classe trabalhadora.

Nós, da OPOSIÇÃO à esta direção, que fomos ao X CONTECT (Congresso dos Trabalhadores da ECT) pudemos observar já naquele espaço, onde se começava a definir os rumos tomados pelo movimento sindical para esta campanha salarial, qual seria o posicionamento destes grupos políticos: colocar o partido e o governo acima das decisões da classe trabalhadora.

Na campanha salarial manobras ridículas aconteceram também no Mato Grosso do Sul, onde esta mesma corrente (MSB) acaba com a greve à força, simplesmente deixando de contar os votos contrários ao fim da greve, o que levou a classe à uma insatisfação com a direção, chegando às vias de fato, como denuncia o site Capital News. Em São Paulo – SP outro grupo da base do governo, a CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil) - Central Sindical do PCdoB para aprovar a proposta bi anual também impõe forte terrorismo psicológico para com os trabalhadores. Não bastasse isso, ainda patrola a votação em que haviam sido derrotados na aprovação da proposta, com mais de 3 mil trabalhadores presentes. Para o Tocantins são deslocados membros da CTB de SP e do RJ, onde se trancam com alguns diretores e pelegos (18 pessoas, dentre elas o diretor do sindicato) em uma sala dentro do CTCE e simplesmente chamam tal fato de “assembléia” e aprovam a proposta bi anual da empresa.

É por isso que fatos bizarros como estes acontecem. Por isso a direta intervenção da empresa no movimento sindical. Ambos defendem o mesmo lado: o dos patrões. Estes grupos políticos têm que ser expulsos do movimento sindical pelos trabalhadores.

Nós, da OPOSIÇÃO dizemos que, por isto chamamos POLITICAGEM. Chamamos os trabalhadores a construir POLÍTICAS dentro deste movimento que venham a refletir os interesses desta classe trabalhadora e não do governo.

AS POSSIBILIDADES DE HORIZONTE PARA A CLASSE TRABALHADORA DOS CORREIOS

Tendo em vista tamanha traição à classe trabalhadora e atrelamento à Direção da Empresa de correntes políticas oportunistas e governistas como a CTB – PCdoB, ARTSIND e MSB – PT, qual caminho nós, trabalhadores de base devemos seguir? E esta campanha salarial, está perdida?

Quanto à campanha salarial, nós da OPOSIÇÃO, participaremos, em conjunto com a OPOSIÇÃO NACIONAL, de uma PLENÁRIA NACIONAL para rediscutirmos tanto os rumos tomados nesta campanha salarial, quanto os próprios rumos da FENTECT.

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Quanto ao caminho que os trabalhadores devem seguir, ao responder esta pergunta muitos companheiros automaticamente respondem: “A desfiliação do Sindicato”. De fato, muitos têm feito isso. Nós, da OPOSIÇÃO, pensamos este processo de forma diferente: A desfiliação é um protesto às direções pelegas, porém, não adianta somente protestar. É preciso que nos organizemos apontando um caminho por onde a classe trabalhadora possa realmente intervir, conquistando seu espaço e conseqüentemente ampliando seus direitos. O espaço onde podemos conseguir esta ampliação é, sem dúvida o Sindicato.

Ora, se nos desfiliarmos e irmos para casa esbravejando e xingando as direções de pelegas e pilantras, na prática, o que isso mudaria? Não mudaria nada. Ao contrário, ficaria tudo como os dirigentes pelegos e os dirigentes da Empresa sempre sonharam: sem ninguém para os questionar, os incomodar.

Pensamos que quem deve deixar o Sindicato são eles, os traidores. Nós devemos sim nos organizar, como de fato o fizemos nessa greve, alcançando reconhecimento nacional por nossa luta, por nossa OPOSIÇÃO à intervenção da Empresa no movimento sindical. E que ninguém pense que não sabíamos deste atrelamento antes da greve. Sabíamos. Discutimos como poderíamos, com nossa organização ser um diferencial nesta greve. Isto é ser honesto com a classe a qual pertencemos. É FAZER OPOSIÇÃO E DIZER O PORQUÊ SER OPOSIÇÃO!

Agora temos que dar um passo maior que é o de retomar este Sindicato das mãos dos pelegos e da empresa e devolvê-lo a quem lhe é de direito: à classe trabalhadora. Para que ele seja realmente instrumento de defesa de nossos direitos. E que a partir dele, possamos retomar também a FENTECT para as mãos da classe trabalhadora, pois ela nada mais é do que o reflexo das direções dos sindicatos.

Por isso conclamamos a você, trabalhador de base, do interior ou da capital a se organizar conosco. Reiteramos que na prática demos mostra que esta organização dá resultados. E como há mais de 100 anos já dizia uma mente extraordinária: “A prática é o critério da verdade.” Portanto, estamos com a verdade. A verdade de que o único meio de se mudar o sistema é atuando por dentro dele e não por fora, somente o observando com desconfiança.

Veja a seguir os vídeos da "assembléia" chamada para as 08:00 da manhã em frente ao CT e que foi coordenada pelos gerentes da empresa. Veja também a resistência dos trabalhadores.

Em breve mais vídeos e fotos da farsa chamada de "assembléia", onde quem decidiu foram os gerentes.



NÃO AO ATRELAMENTO COM OS PATRÕES!


NÃO À DEFESA DE PARTIDOS POLÍTICOS ACIMA DOS INTERESSES DOS TRABALHADORES!


A ORGANIZAÇÃO DENTRO DO SINDICATO É O CAMINHO!


NENHUM DIREITO A MENOS. AVANÇAR RUMO A NOVAS CONQUISTAS!